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Expointer sedia primeiro Fórum Estadual de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária

Estados da região Sul apresentaram iniciativas de sucesso em suas localidades

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Foto mostra painelistas sentados em poltronas no palco, em frente a plateia. Ao fundo, uma tela com a apresentação do tema sobre educação sanitária.
Cenários de emergência estiveram entre os temas abordados no debate - Foto: Elaine Pinto/Ascom Expointer

A troca de experiências sobre ações educativas voltadas a diferentes públicos foi o fio condutor do primeiro Fórum Estadual de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária, realizado na terça-feira (1º/9), na Casa do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa), durante a Expointer 2026. 

Os órgãos de agropecuária dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná apresentaram iniciativas de educação sanitária em suas localidades que dialogam com produtores rurais, crianças e adolescentes, além do público universitário. 

Educação em emergências sanitárias

Pelo Rio Grande do Sul, o médico veterinário Felipe Lopes Campos, da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), expôs ações educativas promovidas durante os cenários de emergência em defesa agropecuária no Estado, como os foco da doença de Newcastle, em 2024, e de influenza aviária, em 2024 e 2025.

No de gripe aviária em Montenegro, em 2025, foram realizadas 59 ações educativas em escolas, cinco junto a agentes de saúde e endemias, e 154 em casas agropecuárias, totalizando um público de 2.611 pessoas. “A educação sanitária integra de forma substancial o grupo de resposta aos focos de emergência, dentro de um trabalho de vigilância epidemiológica no qual o tempo é fundamental”, destacou. 

Felipe ainda ressaltou que não tem como pensar a fiscalização sem educação. “Educar é decodificar o que é a norma, entregar protagonismo e valor ao produtor. É um caminho sem volta”, definiu.  

Santa Catarina propõe diálogo entre universidades e agências de defesa 

O engenheiro agrônomo Diego Gindri, da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), abordou o programa Sanitarista Acadêmico, que procura aproximar universidades da agência de defesa agropecuária do Estado. O objetivo é que o tema da defesa agropecuária possa integrar os currículos de Agronomia e Medicina Veterinária.  

“Analisamos as matrizes curriculares e planos de ensino pedagógicos dos cursos e identificamos que a lacuna não está no conhecimento técnico, mas na sua integração com o sistema. Os conteúdos existem, mas nem sempre são integrados a partir da lógica da defesa agropecuária”, contou. 

Para solucionar essa deficiência, o programa propõe um diálogo permanente entre as universidades e as agências de defesa, visando alinhar o ensino às exigências reais do mercado. 

No Paraná, projeto amplia a conscientização sobre a raiva em herbívoros 

A médica veterinária Cláudia Sant’Anna, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), relatou a experiência do Estado com o “Adapar Educa a Campo - Todos juntos contra a raiva”, projeto voltado à prevenção e ao controle da raiva em herbívoros. O aumento no número de casos e a queda brusca na vacinação foram fatores determinantes para a elaboração do projeto, desenvolvido inicialmente nas regiões de Cascavel, Laranjeiras do Sul, Prudentópolis e Palmital. 

Por meio de ações educativas, aliadas à normativa estabelecendo a obrigatoriedade da vacina antirrábica, o projeto ampliou a conscientização sobre a doença e fortaleceu as medidas de defesa agropecuária, contribuindo para a redução dos focos de raiva por meio da integração entre governo, setor produtivo e comunidades locais. 

“O projeto comprovou que as ações educativas e fiscalizatórias são sinérgicas. Com a compreensão da norma técnica, vinda da educação, a fiscalização é considerada um bem público. A partir disso, conseguimos o cumprimento sustentável da lei, que é cumpri-la por entender ser importante, e não por medo. Essa é a defesa agropecuária do futuro”, enfatizou. 

Caravanas da Educação Sanitária

A médica veterinária Beatris Kuchenbecker, da Superintendência Regional do Ministério da Agricultura, abordou como as unidades da federação podem construir uma defesa agropecuária de excelência por meio da educação sanitária. Ela apresentou a articulação em andamento entre os estados da Região Sul, por meio do Núcleo Regional Sul do Programa Nacional de Educação Sanitária em Defesa Agropecuária (Proesa).  

Um exemplo é o caso das Caravanas da Educação Sanitária, promovidas pelo Proesa em conjunto com os órgãos estaduais locais, entidades da sociedade civil e prefeituras. “Essas parcerias são indispensáveis. É a transformação pelo conhecimento, em que o produtor rural é um agente ativo e corresponsável pela sanidade de sua propriedade”, concluiu. 

Texto: Elaine Pinto/Ascom Expointer
Edição: Paula Sória Quedi/Ascom Expointer 

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