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Pavilhão da Agricultura Familiar registra movimento intenso no último sábado da 49ª Expointer

Visitantes lotaram o espaço que, nesta edição, conta com 509 expositores

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Foto mostra um corredor lotado de pessoas dentro do Pavilhão da Agricultura Familiar.
Corredores lotados de visitantes em busca dos produtos da agricultura familiar - Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom Expointer

O movimento no Pavilhão da Agricultura Familiar é intenso no penúltimo dia da 49ª Expointer. Neste sábado (5/9), os visitantes lotaram o espaço, no Parque Assis Brasil, em Esteio. O local conta, nesta edição, com 509 expositores, que trouxeram, entre outros produtos, bebidas, embutidos, doces de leite, ervas-mate, méis, melados, queijos, vinhos e sucos de uva. 

Passados os primeiros sete dias da feira (até sexta-feira, 4/9), o pavilhão alcançou R$ 9.243.957,24 em vendas, abrangendo produtos das agroindústrias familiares, artesanato, plantas, mudas, flores e itens comercializados pelas cozinhas. Agora, são esperados os números dos últimos sábado e domingo. Neste domingo (6/9), como ocorreu nos outros dias, o pavilhão funcionará das 8h às 20h. 

Durante a semana, ocorreu o 14° Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar, que premiou os melhores produtos desta edição. A lista dos vencedores foi divulgada na sexta-feira (4/9). Os três primeiros colocados de cada categoria receberam rosetas condecorativas exclusivas, enquanto todos os participantes do certame foram agraciados com certificados oficiais de participação.  Os campeões incluem produtos estreantes e marcas que carregam décadas de história. 

Dos 509 expositores desta edição, 400 são agroindústrias familiares, 74 são empreendimentos de artesanato, 28 atuam nos segmentos de plantas, mudas e flores, e sete são cozinhas. A diversidade também se reflete no perfil dos participantes, com 265 jovens e 179 mulheres à frente dos empreendimentos. Entre os expositores de artesanato, oito são indígenas e três são quilombolas. Ao todo, 69 empreendimentos possuem certificação orgânica. A estrutura reúne empreendimentos de diferentes regiões do Rio Grande do Sul, além de seis expositores de Minas Gerais. 

Foto mostra uma menina de casaco rosa e camiseta preta está pegando um pedaço de queijo que é oferecido em uma das bancas. Atrás dela, uma mulher de óculos está com a mão a boca, comendo. Um senhor passa pelo corredor, de costa para a câmera.
Antes da compra, público pode degustar os produtos e conferir os diferentes sabores - Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom Expointer

Vendas  

Desde o início da feira, as vendas no Pavilhão da Agricultura Familiar chamam atenção. Alguns produtores viram seus estoques esgotarem logo nos primeiros dias e outros estão tendo de repor seus produtos diariamente. Além disso, os campeões do Concurso de Produtos da Agroindústria Familiar comentam que a honraria fez as vendas dispararem ainda mais. 

É o caso do doce de leite produzido por Cátia Grespan, da Agroindústria Grespan, de Carlos Barbosa, que conquistou o primeiro lugar na categoria logo em sua estreia na feira. “Nosso estoque zerou ontem. A gente teve de produzir na madrugada. Então, quem está vindo aqui hoje está recebendo o produto fresquíssimo e, possivelmente, o estoque vai esgotar hoje também. Como nossa produção é artesanal, a gente não produz em grande escala. O meu irmão está em casa produzindo hoje para poder trazer mais produtos para amanhã (domingo)”, contou. 

A produtora destacou o caminho percorrido até a premiação. “Aberta em 2025, nossa empresa é extremamente recente, mas faz cinco anos que estamos com esse projeto. A gente já vem em fase de teste, estudo e avaliação do produto. É a nossa primeira participação na Expointer, e esse prêmio é fruto de muito trabalho. Nossa família produz leite há mais de 100 anos e, agora, temos este novo produto”, ressaltou. 

A agroindústria Ovelha Arteira também venceu logo na estreia, na categoria queijo autoral. A produtora Kátia Michaelsen comentou o sucesso de vendas. “O queijo que foi premiado, vendemos tudo logo nos dois primeiros dias da feira. Só sobrou realmente a peça para levar para a avaliação no concurso. Quase ficamos sem essa unidade também. Ele é um queijo de massa florada, cremoso e amanteigado por dentro. As pessoas estão gostando muito”, relatou Kátia. 

Ela também falou sobre emoção de conquistar o prêmio. “Não tem palavras para explicar. É um produto exclusivo, mas eu não esperava ser agraciada porque as duas agroindústrias que ficaram em terceiro e segundo lugar são queijarias de leite de vaca muito reconhecidas e premiadas. Foi sensacional participar pela primeira vez e sair com um prêmio tão significativo. É o reconhecimento do nosso trabalho e, acima de tudo, saber que estamos fazendo um produto diferenciado para apresentar aos nossos clientes”, afirmou. 

Foto mostra um casal visitando uma banca de chips fritos de uma agroindústria. Eles são atendidos por um homem.
Expositores trouxeram várias opções de produtos gerados pelas agroindústrias gaúchas - Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom Expointer


Pavilhão da Agricultura Familiar: números da edição
 

  • 509 expositores   

  • 216 municípios representados   

  • 400 agroindústrias familiares   

  • 74 empreendimentos de artesanato   

  • 28 empreendimentos de plantas, mudas e flores   

  • 7 cozinhas   

  • 265 jovens à frente de empreendimentos   

  • 179 empreendimentos liderados por mulheres   

  • 69 empreendimentos com certificação orgânica   

  • 11 empreendimentos indígenas e quilombolas de artesanato   

  • 22 categorias no Concurso de Produtos da Agricultura Familiar   

  • Mais de 1,5 mil empregos estimados durante a Expointer   

  • Mais de 4,1 mil agroindústrias cadastradas no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) 

Texto: Juliana Dias/Ascom Expointer 
Edição: Ascom Expointer  

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