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49ª Expointer abre espaço para sabores e culturas de outros lugares

Produtores de Minas Gerais participam do Pavilhão da Agricultura Familiar

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Foto mostra bancas num corredor do Pavilhão da Agricultura Familiar. Numa delas, ao fundo, se vê a bandeira do Estado de Minas Gerais, com o fundo branco e um triângulo vermelho no centro. Há uma menina na frente da banca com um balão verde. Outras mulheres estão visitando outras bancas.
Seis empreendimentos mineiros participam do Pavilhão da Agricultura Familiar - Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom Expointer

Queijos, cafés, doces de leite, produtos à base de jabuticaba e até chope de butiá estão entre os sabores de fora do Rio Grande do Sul que conquistaram espaço na 49ª Expointer. A feira ampliou a diversidade de produtos com expositores de outros Estados. Seis bancas do Pavilhão da Agricultura Familiar, correspondentes aos números 85 a 90, são de produtores de Minas Gerais, único Estado visitante nesta edição, que vieram à feira para apresentar suas iguarias ao público gaúcho. 

Esses estandes proporcionam o encontro de duas culturas distintas. Entre produtos, sotaques e expressões diferentes, a presença das bancas representa, para os visitantes, a oportunidade de conhecer sabores e adquirir produtos que nem sempre são encontrados com facilidade no Rio Grande do Sul. Para os expositores mineiros, além de um espaço para comercializar seus produtos, a Expointer também se torna uma oportunidade de intercâmbio cultural. 

De Montes Claros, Rafael Fonseca, da Cooperativa Grande Sertão, participa pela primeira vez da Expointer. Ele trouxe chope de butiá, além de farofa de pequi, castanha de baru, farinha de mandioca e óleo de pequi. 

“Este ano é minha primeira vez na Expointer, mas a nossa cooperativa já participa há oito edições. A receptividade do público está muito boa. A feira é grande e estamos com ótimo fluxo de vendas. Estou gostando muito e já me programando para o próximo ano”, afirmou. 

Além dos negócios, Fonseca também tem aproveitado a passagem pelo Rio Grande do Sul para observar algumas diferenças culturais. “Chama atenção o churrasco e o feijão preto, que os gaúchos consomem bastante e nós, mineiros, não. Além disso, já estamos pegando algumas gírias gaúchas: ‘Me caiu os butiás do bolso’. É o que mais estou ouvindo aqui”, contou. 

“Bah” e “Uai” 

Meire Ribeiro, da agroindústria Sabarabuçu, de Sabará, participa da Expointer pela sexta vez. A empresa trabalha com mais de 38 produtos à base de jabuticaba. “É maravilhoso estar presente aqui, abrindo novos mercados, mostrando nossos produtos para um público diferente. É uma oportunidade ímpar para a nossa empresa. Já temos clientes fiéis que nos esperam todos os anos”, afirmou. 

Ela também comentou sobre a interação com os visitantes. “A gente gosta muito da cultura. Conversamos e rimos bastante. É um ‘bah’, um ‘uai’! É muito legal”, brincou. 

Foto mostra um expositor mostrando pacotes de farofas produzidas em Minas Gerais. Uma mulher está ouvindo a explicação e olha para uma máquina de chope artesanal com butiá. Há outros produtos e latas na bancada.
Rafael Fonseca, da Cooperativa Grande Sertão, de Montes Claros/MG - Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom Expointer

Queijos e tradição

Ivacy dos Santos, produtor do Queijo Quilombo, veio de Serro e representa a Associação dos Produtores de Queijo do Serro. Ele faz parte da terceira geração da família dedicada à atividade e participa da Expointer pela primeira vez. 

O Queijo Quilombo chega à feira com um histórico de premiações internacionais. Desde 2019, a produção acumula reconhecimentos na França. Em 2021, um queijo especial maturado na cachaça conquistou a medalha SuperOuro em um concurso com mais de 2 mil queijos. 

“A Expointer é uma experiência nova, uma oportunidade para apresentarmos os queijos da nossa região. O pessoal vem, procura, acha diferente e gosta bastante. Nosso queijo é totalmente artesanal, produzido com leite cru. Como o modo de fazer é diferente do que é feito no Rio Grande do Sul — quase sempre com massa cozida —, o sabor também é distinto”, explicou. 

Diferenças culturais 

De Soledade de Minas, Camila Bispo, da Doce Conquista, participa da Expointer pelo segundo ano consecutivo. Depois de uma primeira experiência positiva, a empresa decidiu retornar e encontrou novamente boa receptividade entre os visitantes. Ela trouxe doces cremosos de leite em diferentes sabores, como limão e café, além da bala de doce de leite. 

Camila conta que a diferença cultural também aparece na forma de chamar alguns produtos. No primeiro ano, ela estranhou ouvir os gaúchos se referirem ao doce de leite como “mumu”. 

“A primeira coisa que a gente reparou foi que os gaúchos chamam o doce de leite de ‘mumu’. No começo, eu fiquei meio perdida. Depois, eu entendi. Além disso, alguns chamam de ‘rapadurinha’ aquilo que conhecemos como doce de leite em barra”, explicou. 

Foto mostra a expositora oferecendo um copo de café a uma visitante. Aparece uma placa com o dizer "Produto Mineiro".
Café mineiro faz sucesso na feira - Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom Expointer

Café mineiro 

Também de Minas Gerais, Viviane Quintino, da D’Rocha Cafés Especiais, veio de Manhuaçu e participa da Expointer pela quarta vez. A empresa trabalha com cafés de produção própria, cultivados no sítio da família, além de produtos de produtores parceiros da região. 

“A Expointer é uma vitrine para vendas, negócios e para fazer amizades também. O povo gaúcho acolhe muito os mineiros. A gente faz amizade mesmo. É uma conexão muito boa. Além disso, as vendas aqui são muito significativas. A gente consegue clientes recorrentes, porque quem comprou na primeira edição retorna”, ressaltou.  

Texto: Juliana Dias/Ascom Expointer 
Edição: Ascom Expointer

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