Governo do Estado do Rio Grande do Sul
Início do conteúdo

Raça Cimarron Uruguayo é exemplo de tradição na Expointer

Publicação:

Expo 2 cimarron 02
Raça de cães Cimarron, oriunda do Uruguai, participa pela terceira vez na Expointer - Foto: Fernando Kluwe Dias

A raça de cães Cimarron, oriunda do Uruguai, fez sua terceira participação na Expointer, na manhã deste domingo (28), no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. O Cimarron é uma raça de porte médio, forte, compacta e ágil, ideal para a rotina do campo. 

“Ele precisa reunir todas estas características, pois precisa executar o trabalho campeiro. Um cão muito pesado ou frágil não conseguiria enfrentar a rudeza que é esta tarefa", explica Izabel Belloc Moreira Aragon, representante da diretoria do Departamento Gaúcho do Cimarron Uruguaio, da Federação Cinológica do RS (Fecirs). 

Segundo Marcelo Monteiro Ribeiro, um dos jurados da prova, algumas características são levadas em conta durante a votação. "É importante observar e respeitar as características da raça e seguir o que ela designa. O biotipo e a funcionalidade também são consideradas", afirma Ribeiro, criador há mais de 15 anos.

Companheiro na lida

Ideal para o pastoreio de gado grande, a raça também é utilizada para caçar animais maiores - como o javali no Uruguai. Com autorização e registro, o Rio Grande do Sul tem criadores adeptos à prática e que utilizam o Cimarron para o auxílio. Além disso, é um excelente cão de guarda.

História

O Cimarron é a única raça natural do Uruguai e foi reconhecida internacionalmente em 2006. Apesar da regulamentação recente, tem séculos de história, sendo a única no mundo que não teve a mão do homem em sua formação - ou seja, a seleção é extremamente natural. Além disso, descende dos cães trazidos por portugueses e espanhóis, originando-se da cruza entre as raças Mastim e Lebréis. "Quando os desbravadores foram embora da região do Prata e do Pampa, acabaram deixando estas raças aqui. O que resultou no que hoje é o Cimarron", acrescenta Izabel.

Considerada uma praga no Uruguai por ter se tornado selvagem, a raça foi domesticada por estancieiros e hoje é um dos companheiros ideais para crianças e adultos.

Texto: Alessandra Pinheiro
Edição: Gonçalo Valduga/Secom

Expointer