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Programa Integra RS reforça expansão do sistema lavoura, pecuária e floresta no Estado

Debate durante a Expointer destacou metas, capacitação e impacto do programa no campo gaúcho

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A imagem mostra um evento público realizado em um espaço moderno e bem iluminado, com estrutura metálica e elementos de madeira. No centro da imagem, há um grupo de oito homens em pé, voltados para uma plateia sentada. Um deles está falando ao microfone. Atrás deles, há um telão digital com a seguinte mensagem: “Programa Integra RS: Construindo o Futuro da Agropecuária Gaúcha
QUINTA-FEIRA 04/09 – 9h”, seguido de informações sobre o local, nomes dos palestrantes e logotipos de apoiadores.
A plateia, em primeiro plano, está sentada em arquibancadas, assistindo à apresentação. Algumas pessoas seguram cuias de chimarrão. À esquerda da imagem, há um painel com a palavra “CHIMAS” e um espaço para servir chimarrão. Ao fundo, é possível ver pessoas circulando pelo local, incluindo seguranças, visitantes e outros participantes do evento. À direita, uma parede traz a frase “JUNTOS PARA COMPETIR”.
Secretário Edivilson Brum falou sobre as mudanças climáticas, que impactam dos grandes aos pequenos produtores - Foto: Elstor Hanznen/ Ascom Expointer

O Governo do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), promoveu nesta quinta-feira (4/9), durante a 48ª Expointer, um debate sobre o Programa Integra RS. A iniciativa busca ampliar a adoção do Sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Estado, com a meta de expandir em 1 milhão de hectares a prática que alia produtividade, sustentabilidade e diversificação de renda no campo.

O encontro reuniu o titular da Seapi, Edivilson Brum, e representes de entidades, que reforçaram a importância da difusão de tecnologias e da capacitação de técnicos para levar o sistema aos produtores rurais gaúchos. Brum afirmou que a maioria das propriedades no Estado tem de um a 50 bovinos e que a vocação do gaúcho para criar e produzir é decisiva no que se refere ao futuro da agropecuária. O secretário lembrou que as mudanças climáticas já impactam o setor produtivo e que todos, dos grandes aos pequenos produtores, precisam se adaptar. 

Qualificar e comunicar

Dentre os participantes do evento, estava o coordenador do Plano ABC+RS, Jackson Brilhante, segundo o qual a expansão da ILPF depende da articulação entre governo, entidades e a rede de extensão rural. “O programa fomenta a qualificação da equipe técnica, especialmente da extensão, para que a aplicação das práticas chegue às propriedades em todo o Estado”, disse Brilhante.

Para o diretor de projetos da Rede ILPF, William Marchió, a produção brasileira já está entre as mais sustentáveis do mundo. “O desafio é comunicar essa expertise, reconhecida no setor, também para a população urbana, mostrando como a tecnologia sustentável gera valor. É uma estratégia que beneficia as famílias rurais e fortalece comunidades."

O presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, por sua vez, avaliou a Expointer como espaço de oportunidade para conexões e estratégias. “A feira tem permitido debater o futuro da agropecuária e apresentar projetos como o Integra RS, que pode transformar a realidade no campo."

Já o presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Eduardo Bonotto, pontuou que a capacitação e a sensibilização dos produtores são fundamentais para consolidar o sistema. Ele destacou que o setor do arroz também está alinhado com a pauta da integração.

Resultados mapeados

O mapeamento da Emater/RS sobre experiências em sistemas integrados evidenciou ganhos expressivos para a produção e o meio rural. Os dados apontam aumento da produtividade, especialmente na produção leiteira em áreas silvipastoris, recuperação de áreas degradadas, maior acúmulo de matéria orgânica no solo e melhora no bem-estar animal, garantido pelo sombreamento das árvores.

Os agricultores relatam ainda diversificação da produção, fortalecimento da agroecologia e inserção em mercados institucionais e feiras locais. A troca de experiências em mutirões aparece como fator relevante para o aprendizado coletivo. Entre as práticas mais consolidadas está a integração lavoura-pecuária, presente, sobretudo, em pequenas propriedades, combinando soja e milho no verão com aveia e azevém no inverno, o que tem gerado benefícios tanto para a lavoura quanto para a pecuária.

Início do programa

O Integra RS foi lançado em 2024 numa caravana de eventos itinerantes que percorreu municípios como Porto Alegre, Bagé, Ijuí, Passo Fundo e Rosário do Sul. Com base nessa experiência, o governo e parceiros estruturaram o programa para ir além dos encontros, investindo na formação de técnicos e no estímulo à adoção em larga escala. Logo no início, o Estado assinou o termo de cooperação com os envolvidos no projeto.

Sustentabilidade e renda em diferentes prazos

A integração lavoura-pecuária-floresta garante retorno financeiro em etapas: a curto prazo, com grãos; a médio prazo, com a pecuária; e, a longo prazo, com a silvicultura. O modelo proporciona o uso mais eficiente do solo, diversificação da produção e redução de custos, além de ganhos ambientais, como sequestro de carbono, menor emissão de gases de efeito estufa e melhoria na qualidade da água e do solo.

Adaptável a pequenas, médias e grandes propriedades, a ILPF pode ser aplicada em diferentes biomas brasileiros. Entre as práticas mais comuns estão o cultivo de soja, milho e algodão, a bovinocultura de corte e leite e o plantio de eucalipto.

Fotos: Elstor Hanznen/ Ascom Expointer
Edição: Ascom Expointer

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