Olivicultura é opção para quem busca investir em novos negócios
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A Expointer é também uma ótima oportunidade para o empreendedor que busca novos caminhos para investir. No Salão do Empreendedor, o projeto Juntos para Competir apresenta opções na área de olivicultura. No estande, o produtor pode consultar um mapa com zoneamento edafoclimático (sobre solo e clima), para saber se há possibilidades de investir na cultura em seu município e quais os locais mais favoráveis para a prática.
Ao todo, o Rio Grande do Sul possui mais de 7.413.509 hectares recomendados para o cultivo de oliveiras. Para iniciar o plantio, é importante ter como base solos soltos, profundos e bem drenados, pois a oliveira não tolera a umidade, maior limitador para o desenvolvimento da muda.
Entre as variedades mais cultivadas estão as espécies Arbequina, Arbosana e Koroneiki, seguidas por Picual, Frantoio, Coratina, Leccio, Marizalina e Galega. Para a produção destas mudas, é necessário diferentes variedades no pomar para melhorar a polinização. A partir do quarto ano, a plantação está pronta para produzir, chegando ao seu máximo a partir do oitavo ano, quando o potencial de produção pode chegar de 9 mil a 15 mil kg/ha.
Segundo Jardelino Vieira de Souza, instrutor do Senar, a olivicultura é uma prática que necessita de muita paciência e dedicação. “É um investimento de longo prazo que reque paciência. O resultado não chega de um dia para o outro. O produtor precisa se dedicar a cada dia para que alcance o objetivo desejado”, explica.
Olivicultura no estado
Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com oito indústrias, distribuídas nos municípios de Pinheiro Machado, Formigueiro, Cachoeira do Sul, Dom Pedrito, Candiota, Santana do Livramento, Caçapava do Sul e Canguçu.
As importações de azeite de oliva aumentaram, nos últimos. O Brasil ocupa o lugar de segundo maior importador mundial de azeite de oliva e azeitonas de mesa, fora da Comunidade Europeia, portanto uma boa oportunidade de mercado.
Texto: Alessandra Pinheiro
Edição: Denise Camargo/Secom